
É indiscutível que estamos vivendo uma nova revolução, revolução técnico-científica em todo mundo. Surgimento de novas tecnologias correspondem a descobertas e exploração de novos horizontes.
Todavia, são indiscutíveis também os vínculos entre essa nova revolução e o consumismo sem limites que visa apenas o status do ser humano como indivíduo e não como coletividade, que contrasta com as possibilidades que essa revolução ofereceria se estivesse relacionada com os esforços para elevar os níveis de bem-estar da humanidade como um todo.
A ingente produção de novas tecnologias - as vezes tão sofisticadas quanto supérfluas - que a própria revolução técnico-científica facilitou nas "sociedades de consumo", contrasta com a penúria dos bens mais básicos e fundamentais em que, há tempos, vivem centenas de milhões de pessoas em vários continentes. E o saldo prodigioso experimentado pelas forças produtivas sob o impulso dessa mesma revolução contrasta com o, não menos fenomenal, atraso cientifico, técnico e material de povos inteiros, nos quais os conceitos de civilização do conhecimento representa apenas, no melhor dos casos, uma esperança bem mais remota.
De um lado defensores da tecnologia como fonte de lucro e sucesso pessoal, de outro defensores da tecnologia como esperança e como aliada de toda humanidade.
De que lado você está?
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