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quarta-feira, 30 de junho de 2010

PARADOXOS!


É indiscutível que estamos vivendo uma nova revolução, revolução técnico-científica em todo mundo. Surgimento de novas tecnologias correspondem a descobertas e exploração de novos horizontes.
Todavia, são indiscutíveis também os vínculos entre essa nova revolução e o consumismo sem limites que visa apenas o status do ser humano como indivíduo e não como coletividade, que contrasta com as possibilidades que essa revolução ofereceria se estivesse relacionada com os esforços para elevar os níveis de bem-estar da humanidade como um todo.
A ingente produção de novas tecnologias - as vezes tão sofisticadas quanto supérfluas - que a própria revolução técnico-científica facilitou nas "sociedades de consumo", contrasta com a penúria dos bens mais básicos e fundamentais em que, há tempos, vivem centenas de milhões de pessoas em vários continentes. E o saldo prodigioso experimentado pelas forças produtivas sob o impulso dessa mesma revolução contrasta com o, não menos fenomenal, atraso cientifico, técnico e material de povos inteiros, nos quais os conceitos de civilização do conhecimento representa apenas, no melhor dos casos, uma esperança bem mais remota.
Paradoxos, enfim, de uma sociedade como a contemporânea, que dominou as técnicas de rodear-nos de satélites artificiais, instalar sondas em Marte e investigar os anéis de Saturno, mas que parece tão incapaz de mitigar um problema tão primário quanto a fome, que a cada dia mata milhões de habitantes do seu próprio planeta.
De um lado defensores da tecnologia como fonte de lucro e sucesso pessoal, de outro defensores da tecnologia como esperança e como aliada de toda humanidade.
De que lado você está?

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