O Grito dos Excluídos é uma iniciativa que se compõe de uma série de eventos e mobilizações que se realizam ao redor da Semana da Pátria, ou seja, de 01 a 06 finalizando-se no dia 07 de setembro, ou um pouco antes, isso depende da realidade local. Não se trata exatamente de um movimento, uma campanha ou uma organização, mas de um espaço de convergência em que vários atores sociais que se juntam para protestar e propor caminhos novos. As principais manifestações ocorrem no Dia da Independência, pois seu eixo fundamental gira em torno da soberania nacional. O objetivo é transformar uma participação passiva, nas comemorações dessa data, em uma cidadania consciente e ativa por parte da população.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Grito dos Excluídos 2010
São Paulo, 07 abr (RV) - Começa a preparação do 16º Grito dos Excluídos. Trinta e sete pessoas, representando 18 Estados e 13 entidades que compõem a coordenação da iniciativa, participaram em São Paulo, semana passada, do 12º Encontro Nacional de Articuladores do Grito.
O lema da edição deste ano será “Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular”.
As Pastorais da Juventude do Brasil assumem historicamente o evento na sua agenda e contribuem na articulação local. O primeiro dia do encontro de São Paulo foi dedicado à análise de conjuntura em nível local, nacional e internacional; a avaliação do Grito, seus desafios, perspectivas, e o aprofundamento do Projeto Popular. A pauta centrou-se também nas sugestões para a organização concreta do Grito de 2010.
A 16ª edição do Grito será marcada por duas forças motrizes: a vida e os direitos, por um lado, e a participação no Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, por outro. De uma parte, destacou-se a violência que vem exterminando a juventude brasileira; a Campanha da Fraternidade deste ano; o processo eleitoral, centrando a discussão em critérios éticos para a construção de uma democracia popular.
Durante o encontro, insistiu-se também na necessidade de uma metodologia que abranja linguagens populares diversificadas, como o teatro, a dança, a poesia, a música, o repente; e da descentralização geográfica do Grito.
O Grito é um conjunto de manifestações no dia da Pátria, sete de setembro, com o objetivo de atrair a atenção da sociedade para a crescente exclusão social.
Para obter material, envie um e-mail com o pedido para gritonacional@ig.com.br
(CM)
Fonte: http://www.oecumene.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Pelos Caminhos da América, Zé Vicente
Pelos caminhos da América há tanta dor,Tanto pranto,
nuvens, mistérios e encantos que envolvem nosso caminhar.
Há cruzes beirando a estrada, pedras manchadas de sangue,
Apontando como setas, que a liberdade é pra lá.
Apontando como setas, que a liberdade é pra lá.
Pelos caminhos da América há monumentos sem rosto
Heróis pintados, mau gosto, livros de historia sem cor
Caveiras de ditadores, soldados tristes, calados,
Com esbugalhados, vendo avançar o amor.
Heróis pintados, mau gosto, livros de historia sem cor
Caveiras de ditadores, soldados tristes, calados,
Com esbugalhados, vendo avançar o amor.
Pelos caminhos da América há mães gritando, qual loucas,Antes que fiquem tão roucas, digam onde acharão,
Seus filhos mortos, levados na noite da tirania,
Mesmo que matem o dia, elas jamais calarão.
Pelos caminhos da América, no centro do continente,
Marcham punhados de gente, com a vitória da mão.
Nos mandam sonhos, cantigas, em nome da liberdade,
Com o fuzil da verdade, combatem firme o dragão.
Marcham punhados de gente, com a vitória da mão.
Nos mandam sonhos, cantigas, em nome da liberdade,
Com o fuzil da verdade, combatem firme o dragão.
Pelos caminhos da América, bandeiras de um novo tempo,
Vão semeando, ao vento, frases teimosas de paz.
Lá na mais alta montanha, há um pau d’arco florido,
Um guerrilheiro querido, que foi buscar o amanhã.
Vão semeando, ao vento, frases teimosas de paz.
Lá na mais alta montanha, há um pau d’arco florido,
Um guerrilheiro querido, que foi buscar o amanhã.
Pelos caminhos da América há um índio tocando flauta,
Recusando a velha pauta, que o sistema lhe impôs.
No violão um menino e um negro tocam tambores,
Há sobre a mesa umas flores, pra festa que vem depois.
Recusando a velha pauta, que o sistema lhe impôs.
No violão um menino e um negro tocam tambores,
Há sobre a mesa umas flores, pra festa que vem depois.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Talvez...
Quanta informação!Quantos avanços incríveis na compreensão do Universo!
Realmente vivemos a sociedade da informação, a Era do Conhecimento,
enfim, num Mundo altamente instruído.
Então por que ainda existem fome, violência e tirania?
É por que os piores problemas da nossa época, e diria de toda a nossa
história, não são científicos, mas de natureza moral. Se fosse
problemas científicos ou tecnológicos, já os teríamos resolvido há
muito tempo, pois somos realmente bons nisso.
Talvez tenhamos confundido informação com sabedoria.
Talvez exista ao nosso alcance uma solução que passamos por alto
durante um tempo longo demais.
Talvez o que precisa ser mudado não seja um fator externo, mas algo
intrínseco a cada ser humano!
Realmente vivemos a sociedade da informação, a Era do Conhecimento,
enfim, num Mundo altamente instruído.
Então por que ainda existem fome, violência e tirania?É por que os piores problemas da nossa época, e diria de toda a nossa
história, não são científicos, mas de natureza moral. Se fosse
problemas científicos ou tecnológicos, já os teríamos resolvido há
muito tempo, pois somos realmente bons nisso.
Talvez tenhamos confundido informação com sabedoria.
Talvez exista ao nosso alcance uma solução que passamos por alto
durante um tempo longo demais.
Talvez o que precisa ser mudado não seja um fator externo, mas algo
intrínseco a cada ser humano!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
PARADOXOS!

É indiscutível que estamos vivendo uma nova revolução, revolução técnico-científica em todo mundo. Surgimento de novas tecnologias correspondem a descobertas e exploração de novos horizontes.
Todavia, são indiscutíveis também os vínculos entre essa nova revolução e o consumismo sem limites que visa apenas o status do ser humano como indivíduo e não como coletividade, que contrasta com as possibilidades que essa revolução ofereceria se estivesse relacionada com os esforços para elevar os níveis de bem-estar da humanidade como um todo.
A ingente produção de novas tecnologias - as vezes tão sofisticadas quanto supérfluas - que a própria revolução técnico-científica facilitou nas "sociedades de consumo", contrasta com a penúria dos bens mais básicos e fundamentais em que, há tempos, vivem centenas de milhões de pessoas em vários continentes. E o saldo prodigioso experimentado pelas forças produtivas sob o impulso dessa mesma revolução contrasta com o, não menos fenomenal, atraso cientifico, técnico e material de povos inteiros, nos quais os conceitos de civilização do conhecimento representa apenas, no melhor dos casos, uma esperança bem mais remota.
De um lado defensores da tecnologia como fonte de lucro e sucesso pessoal, de outro defensores da tecnologia como esperança e como aliada de toda humanidade.
De que lado você está?
terça-feira, 29 de junho de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
O NOVO ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL, Frei David Santos, presidente da EDUCAFRO
Graças ao trabalho árduo da militância, a questão racial ganhou a agenda nacional.
Hoje, todos os setores da sociedade brasileira - da direita à esquerda - concordam em um ponto: o racismo é uma praga que agride a cidadania dos brasileiros.
A divergência está no ‘remédio’ para combatê-lo.
O doente sabe onde dói e sabe como combater a dor. No entanto, a caneta para escrever a receita está nas mãos de outros...
O Congresso Nacional abriu espaço (mesmo com dificuldade) para discutir este assunto que é tão caro ao futuro do Brasil.
O Senado Federal tem a responsabilidade histórica de votar se abrem ou não as portas para os negros as ampliarem sua busca por cidadania plena.
Desde 1950, quando a delegação da Unesco realizou uma série de estudos para entender o Brasil em sua diversidade, (inclusive com a participação de Fernando Henrique Cardoso) a questão racial nunca foi debatida com tanta paixão e tanta energia. O país finalmente saiu da letargia e o debate está desmascarando o ‘racismo cordial’.
A “Educafro” reconhece que em toda democracia necessita-se dos votos da esquerda, da direita e do centro para fazer avançar os sonhos de um mundo que reconheça nossos direitos.
O Estatuto que está para ser votado não é o nosso sonho, mas é apenas o resultado do que temos de solidariedade no Congresso.
O Programa Universidade Para Todos (ProUni) foi também o resultado das pressões e negociações do movimento negro.
Mesmo com suas contradições e tensões estruturais/ideológicas o movimento negro, de grão em grão, está conquistando instrumentos de inclusão. O ProUni é um belo exemplo do que falamos!
Não deixamos a oportunidade histórica passar!
O Estatuto também será um instrumento estratégico de intervenção política. Ele abrirá caminho para as mudanças profundas que a sociedade brasileira precisa.
Os sonhos da comunidade negra, em seu longo caminho, serão conquistados nos embates políticos de cada momento. E cada momento tem suas peculiaridades. Este é o Estatuto possível no momento em que o país apenas começa a reconhecer seu passado sangrento para com os negros e negras.
Como instrumento de luta, o Estatuto atual é incompleto, mas seu aspecto mais positivo e o seu potencial de mudança advêm exatamente da sua incompletude...
O Estatuto que temos é um meio, não um fim.
Por ser incompleto, o Estatuto vai unir em torno de si o povo negro na sua busca por seus direitos. Vai ser o despertar de um novo tempo a partir de uma carta de princípios éticos.
Não foi assim, a partir da sua incompletude, que a Constituição Cidadã de 1988 se transformou em uma das mais progressistas cartas de direito do mundo contemporâneo?
A Constituição Federal de 88 passou longe de agradar a todos. Mas a sociedade brasileira que emergiu da ditadura militar entendeu a oportunidade histórica e abriu caminho para a consolidação da democracia no país. Hoje são mais de cinqüenta emendas aperfeiçoando a nossa Carta Magna.
O Estatuto atual é fruto do momento atual em que o Brasil começa a quebrar o paradigma da casa grande. É também resultado das forças políticas que comandam o cenário nacional.
O povo negro sabe do longo caminho ainda a ser trilhado para a conquista da cidadania plena. Com apenas 2% de parlamentares negros no Congresso Nacional, aprovar o Estatuto dos nossos sonhos custaria outros cem anos.
Estrategicamente, é preciso dar um passo atrás para dar dois adiante. Ao abrir mão de aspectos importantes do documento, a comunidade negra não se vende. Pelo contrário, ela sabiamente ocupa espaço estratégico em busca de ganhos futuros. Afinal, o documento é um atestado de reconhecimento, pelo Estado, das desigualdades estruturantes das relações raciais no Brasil.
Nas mãos do povo, o Estatuto vai ser o instrumento político mais importante para as conquistas futuras. Ele vai subsidiar os debates, embasar luta contra as desigualdades, e ser a carta-respaldo para as ações estratégicas de demandas por direitos em todos os organismos. Pela primeira vez, o Brasil contará com um instrumento formal que reconhece as desigualdades de fato e provoca a sociedade para corrigi-las.
O movimento negro, em suas múltiplas faces, vai usar o Estatuto como meio, não como fim.
Afinal, um povo herdeiro da luta de Zumbi dos Palmares não se cansa facilmente.
O Estatuto da Igualdade Racial energizará a luta na busca do resgate da identidade negra!

Hoje, todos os setores da sociedade brasileira - da direita à esquerda - concordam em um ponto: o racismo é uma praga que agride a cidadania dos brasileiros.
A divergência está no ‘remédio’ para combatê-lo.
O doente sabe onde dói e sabe como combater a dor. No entanto, a caneta para escrever a receita está nas mãos de outros...
O Congresso Nacional abriu espaço (mesmo com dificuldade) para discutir este assunto que é tão caro ao futuro do Brasil.
O Senado Federal tem a responsabilidade histórica de votar se abrem ou não as portas para os negros as ampliarem sua busca por cidadania plena.
Desde 1950, quando a delegação da Unesco realizou uma série de estudos para entender o Brasil em sua diversidade, (inclusive com a participação de Fernando Henrique Cardoso) a questão racial nunca foi debatida com tanta paixão e tanta energia. O país finalmente saiu da letargia e o debate está desmascarando o ‘racismo cordial’.
A “Educafro” reconhece que em toda democracia necessita-se dos votos da esquerda, da direita e do centro para fazer avançar os sonhos de um mundo que reconheça nossos direitos.
O Estatuto que está para ser votado não é o nosso sonho, mas é apenas o resultado do que temos de solidariedade no Congresso.
O Programa Universidade Para Todos (ProUni) foi também o resultado das pressões e negociações do movimento negro.
Mesmo com suas contradições e tensões estruturais/ideológicas o movimento negro, de grão em grão, está conquistando instrumentos de inclusão. O ProUni é um belo exemplo do que falamos!
Não deixamos a oportunidade histórica passar!
O Estatuto também será um instrumento estratégico de intervenção política. Ele abrirá caminho para as mudanças profundas que a sociedade brasileira precisa.
Os sonhos da comunidade negra, em seu longo caminho, serão conquistados nos embates políticos de cada momento. E cada momento tem suas peculiaridades. Este é o Estatuto possível no momento em que o país apenas começa a reconhecer seu passado sangrento para com os negros e negras.
Como instrumento de luta, o Estatuto atual é incompleto, mas seu aspecto mais positivo e o seu potencial de mudança advêm exatamente da sua incompletude...
O Estatuto que temos é um meio, não um fim.
Por ser incompleto, o Estatuto vai unir em torno de si o povo negro na sua busca por seus direitos. Vai ser o despertar de um novo tempo a partir de uma carta de princípios éticos.
Não foi assim, a partir da sua incompletude, que a Constituição Cidadã de 1988 se transformou em uma das mais progressistas cartas de direito do mundo contemporâneo?
A Constituição Federal de 88 passou longe de agradar a todos. Mas a sociedade brasileira que emergiu da ditadura militar entendeu a oportunidade histórica e abriu caminho para a consolidação da democracia no país. Hoje são mais de cinqüenta emendas aperfeiçoando a nossa Carta Magna.
O Estatuto atual é fruto do momento atual em que o Brasil começa a quebrar o paradigma da casa grande. É também resultado das forças políticas que comandam o cenário nacional.
O povo negro sabe do longo caminho ainda a ser trilhado para a conquista da cidadania plena. Com apenas 2% de parlamentares negros no Congresso Nacional, aprovar o Estatuto dos nossos sonhos custaria outros cem anos.
Estrategicamente, é preciso dar um passo atrás para dar dois adiante. Ao abrir mão de aspectos importantes do documento, a comunidade negra não se vende. Pelo contrário, ela sabiamente ocupa espaço estratégico em busca de ganhos futuros. Afinal, o documento é um atestado de reconhecimento, pelo Estado, das desigualdades estruturantes das relações raciais no Brasil.
Nas mãos do povo, o Estatuto vai ser o instrumento político mais importante para as conquistas futuras. Ele vai subsidiar os debates, embasar luta contra as desigualdades, e ser a carta-respaldo para as ações estratégicas de demandas por direitos em todos os organismos. Pela primeira vez, o Brasil contará com um instrumento formal que reconhece as desigualdades de fato e provoca a sociedade para corrigi-las.
O movimento negro, em suas múltiplas faces, vai usar o Estatuto como meio, não como fim.
Afinal, um povo herdeiro da luta de Zumbi dos Palmares não se cansa facilmente.
O Estatuto da Igualdade Racial energizará a luta na busca do resgate da identidade negra!

Frei David Santos,OFM
Presidente da EDUCAFRO
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