Nós seres humanos, em grande parte, racionais, cada vez mais devemos ter orgulho, bater no peito e dizer:
"Mesmo usando apenas 10% de nossa capacidade cerebral eu posso voar melhor do que seres que vivem pra isso.
Posso me comunicar com meus semelhantes no mundo inteiro, ouví-los e vê-los em tempo real. Posso correr 10 vezes mais que qualquer animal do topo da cadeia alimentar. E ainda há quem diga que eu não sou evoluído o suficiente ainda?".
Eu como estudante de tecnologia percebo que cada vez mais estamos dependentes de periféricos em nossas vidas, que passaram em pouco tempo de auxiliares opcionais para artifícios indispensáveis aos quais estamos nos tornando cada vez mais dependentes. Isso pode ser que não seja ruim.
O problema está em nos tornarmos, ou acharmos que devemos ser como essas máquinas. Não devemos pensar binário como as máquinas limitadas que estudamos. Temos capacidade suficiente para irmos além!
Como podemos buscar conforto a todo custo para nós mesmos, nos empenharmos em estudos e pesquisas nessa área e esquecermos que em nosso mundo "evoluído" ainda tem gente que não tem o que comer. E ainda há pessoas que insistem em fechar os olhos a essa sociedade que insiste em não abrir espaço aos menos favorecidos.
Agora é moda dizer que o mal do século é o stress ou coisa parecida, eu digo o mal que sempre assombrou a humanidade, há anos, séculos e milênios é o conformismo. É preciso que tenhamos coragem de enfrentar essa realidade de opressão onde infelizmente ainda existe a primitiva lei do mais forte. É preciso que saibamos e assumamo-nos como animais racionais que somos que tem o poder de sair de distinguir semelhante de inimigo.
Como podemos evoluir se ainda há pessoas que não tem o básico para viver?
Um mundo de tantas desigualdades e divisões tão primitivas, baseada em raças e classes, pode ser considerado evoluído?
Não deixemos de nos aplicar em novas tecnologias, mas que elas venham para auxiliar e melhorar a vida do ser humano e não para gerar mais exclusão e opressão. E que nunca esqueçamos que a pessoa tem mais valor que suas invenções.

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